Interessante a reportagem que saiu hoje na Folha de São Paulo sobre o comprometimento dos profissionais:"Apenas 22% dos profissionais brasileiros são produtivos e mostram interesse na carreira e no futuro da empresa. No outro extremo, 17% são considerados o oposto: ativamente desengajados no trabalho.
Esse foi o resultado de uma pesquisa da consultoria de recursos humanos Gallup com 1.004 pessoas que fazem parte da população economicamente ativa nas capitais brasileiras.
Esse foi o resultado de uma pesquisa da consultoria de recursos humanos Gallup com 1.004 pessoas que fazem parte da população economicamente ativa nas capitais brasileiras.
Entre os dois extremos estão 61% de desengajados, preocupados apenas em cumprir sua função, mesmo que de maneira não tão adequada. "Se há um incêndio, o engajado chama o bombeiro, tenta apagar e alerta a todos. O desengajado faz a mesma ligação, mas pega suas coisas e vai embora. O ativamente desengajado joga o computador e vê se o fogo aumenta", explica Sergio Pais, consultor da Gallup.
O "incendiário" pode ser produzido pela própria organização, por motivos como falta de infraestrutura -uma máquina adequada, por exemplo- e insatisfação com a liderança.
"É fácil colocar rótulos, mas as pessoas não são desengajadas, elas estão [nessa situação]", afirma Pais. Ambientes inadequados, com falta de refrigeração, por exemplo, também desmotivam, indica Felipe Westin, da Right Management.
Por outro lado, formar um vínculo emocional com o trabalho pode empolgar, segundo Célia Marcondes, especialista em gestão de pessoas da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). "O brasileiro é muito sensível, precisa de reconhecimento e incentivo."
Ânimo lucrativo
Os entrevistados comentaram quesitos como carreira, liderança e qualidade de vida. As perguntas vieram de um questionário desenvolvido em entrevistas com 80 mil gestores em todo o mundo."
Este tema resgata uma das questões que muitas vezes trabalho nos processos de coaching e se referem ao quociente de adversidade. Existem 3 tipos de pessoas na escalada profissional: os desistentes (aposentados antes do tempo), os campistas (presos à sua zona de conforto) e os alpinistas (incansáveis na sua escalada). Estudos com executivos indicam que 80% dos funcionarios são campistas. Quanto maior a adversidade, mais pessoas se tornam campistas ou desistentes. Considerando que 98% dos entrevistados prevê um futuro mais caótico e incerto, uma nova força de trabalho precisa ser desenvolvida para enfrentar os desafios da nova economia mundial. Líderes não podem seguir de braços cruzados enquanto vêm desengajados / ativamente desengajados ou campistas / desistentes crescerem dia a dia em suas organizações. Afinal de contas, o seu índice de produtividade está em jogo!